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Desafiando a noção estabelecida de que a Grécia formou o berço da filosofia. O Dr. George G. M. James debruçou-se acerca da contribuição do continente africano para a civilização, e por meio de um estudo aprofundado, demonstrou que a estruturação da filosofia grega, que se tornou proeminente no ocidente, foi fundamentada na África, mais precisamente no Egito (antigo Kemet) intitulada como Sistema de Mistério Egípcio, onde foram desenvolvidos a escrita e o ensino utilizados pelos gregos.

 

Aristóteles, Heródoto, Tales, Platão e Pitágoras foram falsamente idolatrados como modelos de grandeza intelectual e admitiram a influência dos estudos egípcios em suas produções, que foram perseguidas pelo governo grego. Logo a própria “filosofia grega”, foi considerada estrangeira e estes estudiosos perseguidos. Um exemplo disto é que Anaxágoras foi preso e exilado; Sócrates foi executado; Platão foi vendido como escravo e Aristóteles foi indiciado e exilado; enquanto o mais antigo de todos, Pitágoras, foi expulso de Crotona na Itália. 

 

Podemos imaginar os gregos dando uma reviravolta, a ponto de reivindicar os próprios ensinos que eles perseguiram e rejeitaram abertamente? 

A filosofia não escrita dos egípcios, traduzida para o grego, teve um destino tão infeliz: um legado roubado pelos gregos. E devido a isto, durante séculos o continente africano foi intelectualmente negligenciado, porque a Europa cobiçava a honra de ser a fonte de transmissão do conhecimento para o mundo. De outra forma, trazendo a luz para a verdade, o continente africano teria uma reputação diferente e gozaria de um status de respeito entre as nações do mundo. Pois, a primeira lição de humanidades é tornar um povo consciente de sua contribuição para a civilização. Esta é a missão desta obra.

 

Detalhes do produto

Ano: 2022

Nº Páginas: 216

Edição: I

Editora Ananse

ISBN: 978-65-88036-11-2 

 

Nesse livro, o autor descreve como os egípcios foram a luz do mundo antigo, produzindo instrumentos médicos, projetando as primeiras pirâmides em 2.800 — 2.100 AEC e criando as bases empíricas do raciocínio científico. Além disso, demonstra como o mito popular de Hipócrates como pai da medicina é disseminado a partir do fato de Hipócrates ter estudado as obras de Imhotep [o verdadeiro pai da medicina] e mencionar seu nome [Asclepius], e parte do seu ensinamento em seu juramento.

 

Desde o século XVIII, a Grécia tem sido anunciada como o berço civilizatório e grandes nomes como Platão, Pitágoras e Tales foram apontados como precursores da filosofia. Mas o intelectual Molefi Kete Asante se empenhou em documentar como esses filósofos aprenderam conceitos criados por Imhotep, Ahmenhotep, Akhenaten e outros intelectuais ao longo de suas jornadas no antigo Egito e, ao retornarem à Grécia, foram intitulados como pioneiros de teorias que antecedem o desenvolvimento da filosofia grega.

 

Ao longo deste trabalho, onze intelectuais africanos que precederam os filósofos gregos serão apresentados, sendo eles: Ptahhotep, Kagemni, Duauf, Amenhotep, Amenemope, Imhotep, Amenemhat, Merikare, Sehotepibre, Khunanup e Akhenaten.  As ideias desses estudiosos serão discutidas em diversos prismas, incluindo o surgimento da educação, ciência, da razão e a ordem moral, demonstrando que a gênesis dos filósofos africanos ao longo do Nilo era a prática de manter Maat [o princípio da verdade, ordem e justiça] em todos os aspectos da vida.

 

Detalhes do produto

Autor: Molefi Kete Asante

Ano: 2022

Nº Páginas: 164

Edição: I

Editora Ananse

ISBN: 978-65-88036-14-3

R$98,97

R$89,07

12x de R$8,61 Ver mais detalhes